12 Hobbies que Vão Fazer Você Esquecer o Celular
Oi gente, tudo bem? Aqui em Santa Catarina os dias seguem frios e cinza. Quando pensei que o inverno tinha terminado, mas a temperatura baixou e fez 8° graus de madrugada. Lembro que o ano passado foi menos intenso e usei bem pouco roupas quentes. O bom desse clima é que podemos ficar em casa e praticar alguns hobbies. Vocês gostam quando o clima nos faz lembrar de Forks? Assistir Crepúsculo já está na lista ♡
Sei que há muitos filmes com essa atmosfera, mas pra mim é quase impossível não lembrar da Bella quando olho pela janela e vejo tudo encoberto pela neblina. Na praia isso fica ainda mais evidente. Apesar do frio é um passeio muito gostoso ir à praia em dias assim (se levar uma garrafa de café, fica melhor ainda).



No início dessa semana pendurei na parede o primeiro quadrinho que bordei, é algo tão pequeno mas quando olhei pensei “uau! algo feito por mim mesma”. Se alguém me dissesse no ano passado que eu teria aquarelas feitas por mim, quadrinhos bordados, e tocaria teclado; com certeza não acreditaria. Nunca pensei que pudesse fazer algo assim.
Minha matéria favorita no colégio era português, então eu pegava muitos livros na biblioteca da escola, da prefeitura, e sempre estava lendo. Se não era um dos livros da coleção Vagalume, era Ágatha Christie ou Sidney Sheldon. Até participei de um recital de poesia na 7ª série com “Quero” de Carlos Drummond de Andrade. Lembro que fiquei ensaiando por vários dias, por isso quase não me dedicava às aulas de artes/educação artística. Mais um motivo para ter um blog… gostar muito de escrever.





Fazer aquarela
Só que em janeiro assistindo alguns vídeos no tiktok apareceu um rapaz fazendo aquarela com materiais simples como pincel comum, aquarela escolar e folha sulfite. Achei os desenhos tão bonitos e “fáceis” de fazer, que isso me animou e procurei aqui em casa o que eu pudesse usar. Achei algumas folhas, pincéis antigos da minha mãe e uma aquarela que ganhei no ano passado. Prontinho, mãos à obra!
Começar algo pela primeira vez sem a obrigação de ser bom ou superar expectativas me fez aproveitar melhor o processo. Sujei muitos pratos, usei muita água e rasguei o papel, não consegui fazer degradê certinho, misturei errado as cores, espirrou tinta no chão e na minha roupa, por outro lado, experimentei papéis diferentes, assisti vídeos bem legais no Youtube, comecei um curso de aquarela, aprendi algumas técnicas, além de fazer uma paleta de cores em tons neutros. Usando essa mesma paleta pintei algumas florzinhas e esse se tornou o meu melhor desenho. Aprendi até a desenhar uma costela de Adão o que me deixou muito orgulhosa por usar a técnica molhado sobre molhado.



Bordar ponto cruz
Alguns meses depois, organizando a casa, encontrei minha caixinha de bordados com linhas, agulhas, tecidos e memórias da minha adolescência vieram à mente. Logo me animei e fui procurar inspirações no Pinterest… resultado uma pastinha com mais de 100 imagens! Um pouquinho exagerada talvez? Com certeza! É cada desenho lindo, fico com vontade de fazer todos haha E hoje, ver um quadrinho feito por mim na parede deixa meu coração tão quentinho ♡



Desenhar com giz pastel
Influenciada pelo tiktok (novamente) comecei a assistir vídeos de desenhos com giz pastel. Como desde criança nunca tive talento para desenhar resolvi me arriscar, imagina aprender a pintar já adulta? Perdi a vergonha e dei asas à imaginação. Comprei um kit da Pentel e usei os bloquinhos das aulas de aquarela. O primeiro desenho ficou HORRÍVEL hahaha era pra ser um arco-íris (?) com algumas montanhas, mas ficou parecendo as pirâmides do Egito (ri demais desse desenho). Faltou o degradê, misturar mais as cores, desenhar melhor e criatividade para tentar arrumar (o que não consegui, óbvio #risos). Mas foi bem DIVERTIDO com certeza.



Tocar um instrumento musical
Outro sonho que tinha desde criança era tocar um instrumento musical, sempre achei lindo ouvir piano. Ainda hoje ouço Richard Clayderman influenciada pela minha mãe. Quando estudei num convento, na adolescência, aprendi algumas notas; mas com o tempo acabei esquecendo. No finalzinho do ano passado comecei ukulele assistindo vídeos no Youtube e este ano estou tentando tocar teclado. Às vezes sou muito ansiosa e quero saber a música inteira só que é um processo lento, precisa ter bastante paciência porque não é apenas tocar as notas é preciso ter ritmo, saber o tempo e “sentir” a música. Estou bem animada para continuar treinando e aprender as músicas dos filmes que eu tanto gosto. Já sei um pedacinho de My heart will go on ♡



Fazer origami
Ah, comecei a assistir também alguns vídeos ensinando origami. Logo no início do blog aprendi a fazer um coração que poderia ser usado como marcador de página, e foi somente isso. Lembro que na série The Mentalist o Patrick faz um sapinho que pula e sempre achei muito divertido, quem sabe meu próximo hobby seja fazer dinossauros ou passarinhos em origami, seria bem legal concordam? Se eu aprender conto tudinho pra vocês!
- Aprenda a fazer: Tutorial Coração de Origami
Andar de bicicleta
O outono é uma das estações que mais gosto de andar de bicicleta, pois além de me exercitar fotografo muitas coisas pelo caminho. As árvores com as folhas caindo, os pássaros, as crianças brincando, os barcos a vela indo e voltando, o céu de um azul às vezes tímido, as nuvens criando diversos desenhos, e o mar em sua imensidão formam uma paisagem verdadeiramente pitoresca. Sem palavras para descrever a beleza que é ver os raios do sol passarem por entre as folhas, o cheirinho de mato, e a temperatura agradável. Impossível não se encantar por essa estação.



Ler mangás
Desde 2024, quando me tornei parceira da Editora JBC, passei a ler mais mangás e com isso assistir mais animes também. Foi assim que conheci histórias fofinhas como Blue Box, Orange, Anohana, Medalist e Sob a luz da lua. Quando descubro que um mangá tem a versão em desenho, como Nana, fico ainda mais animada pra ler. É engraçado como você lê um livro, depois ouve indicação de alguém, descobre outro por acaso, e quando menos percebe tem uma lista imensa de leitura #risos Com vocês acontece o mesmo?



Descobrir músicas novas
Esse tem sido um passatempo que venho gostando muito. Primeiro por dar uma chance a cantores que nunca tinha ouvido falar, segundo por saber que tem tanta música bonita pra gente ouvir. Esta semana adicionei vários álbuns na minha biblioteca. Conheci Donna Fargo (achei uma voz bem diferente), Ciaran Lavery (canta com emoção), Bleachers, Ursina, The Shirks, Alan Reid (estou apaixonada pela música Hollywood Lullaby) e MRCH que descobri num canal de TV da Coréia (Love is a magic é uma das minhas favoritas até o momento).
Descobri ainda playlists para dias de chuva, estudar e ler. É um universo sem fim, quanto mais pesquisamos mais músicas legais aparecem! Vou deixar uma aqui pra vocês ouvirem numa tarde de sábado. Espero que gostem 🙂
Escrever em um diário
Como disse ali em cima AMO escrever e desde adolescente mantenho alguns diários. Às vezes fico uns dias sem inspiração, em outros dias escrevo 10/12 páginas. Depende bastante do meu humor, do que está acontecendo comigo (coisas boas e não tão boas), e do quanto acho importante deixar cada detalhe registrado. É também uma maneira de desabafar quando parece que ninguém mais entenderia o que estou sentindo. Ajuda também organizar as ideias.
Quando arrumei a casa recentemente encontrei alguns dos meus diários e comecei a ler. É curioso lembrar de algumas coisas de um jeito e ao ler descobrir que aconteceu algo completamente diferente. Engraçado como a nossa mente recria uma história e conta pra nós mesmos. Sempre teremos versões diferentes com o passar dos anos, vai depender da importância que damos a isso. É como reassistir a um filme que vimos quando criança e mudar de opinião.
Ir ao teatro
Foi no convento que assisti uma peça de teatro pela primeira vez, assim como quis aprender a tocar piano. É meio difícil explicar o que senti ao ver os atores, ouvir a música, as luzes apagadas, e ao final todos em pé aplaudindo. Essa é uma das melhores lembranças que guardo daquele dia.
Desde então já assisti outras peças em Curitiba, Londrina, Uberaba, Balneário Camboriú e aqui em Itajaí. Aqui tem o Teatro Municipal de Itajaí onde vários grupos de todo o Brasil se apresentam, a Casa da Cultura com apresentações de teatro e dança e o SESC com entrada gratuita na maioria das vezes. A última peça que vi foi bem divertida e tinha muitas crianças, é legal ver como os pais incentivam seus filhos a ter outras experiências além de ficar no celular ou jogando videogame.
O que mais gosto no teatro é o fato de que as pessoas realmente deixam o celular de lado e aproveitam cada momento da apresentação. Isso é incrível!



Ir em feira de discos
Quando viajei para Gramado pela primeira vez descobri um sebo MUITO fotogênico e cheio de coisas legais como livros, coisinhas de decoração, toca-discos, fitas k-7, e claro muitos discos. Foi lá que comprei o primeiro da minha coleção, da Nikka Costa por apenas R$ 5,00. Depois disso comecei a pesquisar onde encontrar outros baratinhos assim e foi quando descobri as feiras que acontecem em várias cidades perto de onde eu moro.



Tem feira em Florianópolis, Blumenau, Joinville, Balneário Camboriú e em Itajaí. Geralmente acontece no shopping, mas no ano passado fui em uma num supermercado, num pub e numa feira de rua. Mesmo sem comprar nenhum disco o que mais gosto é poder conhecer outros colecionadores, conversar sobre as próximas feiras, e receber indicação de artistas que nunca ouvi falar.
Por falar nisso, este final de semana terá uma no Itajaí Shopping ♡



Ser turista
Outra coisa bem legal de fazer é ser turista na própria cidade descobrindo lugares pouco visitados, ainda mais fora da temporada ou do tumulto do final de ano. Assim você pode ir com calma, sem filas, e aproveitar melhor. Tem uma igrejinha que sempre estava em reforma, então nunca consegui entrar e ver como é por dentro. Duas semanas atrás, andando de bicicleta, passei por lá e estava aberta fiquei tão feliz. Espero conseguir voltar mais vezes, ela é linda!
A Fundação Cultural de Itajaí foi reformada e teve uma noite de reabertura, o prédio está bem bonito (penso em ir nos próximos dias para fotografar). Descobri também que no trajeto que faço tem algumas ruínas que já foi um hospital que a prefeitura quis transformar numa unidade psiquiátrica nos anos 1970. Impressionante o que podemos aprender andando de bicicleta e prestando atenção até mesmo no caminho simples que fazemos todos os dias.



Acredito que uma palavra que define ter hobbies é a curiosidade. Ler, pesquisar sobre um tema específico, descobrir coisas novas, é o início de algo muito maior. Desde pequena fui uma criança curiosa e minha mãe diz que eu enchia as pessoas de perguntas (risos). Depois de adulta direciono as perguntas para coisas que quero aprender, fazer diferente, ou até experimentar algo que não faz parte da minha rotina como aprender a fazer comidas que vi em algum anime. Sim, tenho vontade de aprender como fazer os famosos bolinhos de arroz recheados (onigiri). Será que precisa ter talento? hahaha Se eu aprender, prometo que venho contar tudinho pra vocês.
Além desses hobbies, outras atividades que me fizeram diminuir o tempo no celular foi pesquisar sobre a Escócia, Finlândia e Coréia do Sul; tentar aprender coreano; assistir filmes de idiomas diferentes (russo) e fazer skincare.
Pensamentos soltos
Assisti um vídeo no Tiktok ou Youtube (não me recordo agora) onde o rapaz comentava que a vida parecia “fugir por entre os dedos”. Ele olhava para a própria vida e tinha a sensação de que o tempo passou e ele não fez nada. E isso me fez refletir sobre o uso das redes sociais e do tempo que passamos on-line.
Em julho quando comecei “os melhores 30 dias do ano” (uma preparação que faço antes do meu aniversário), todos os dias tinha MUITA coisa pra fazer. Separar roupas, livros e coisas de cozinha para doar; tirar tudo do guarda-roupa e limpar; lavar as cortinas, tapetes e limpar as janelas; olhar todas as caixas e separar o que não serve mais e jogar fora; limpar todas as estantes; cuidar de todas as plantas… foi um mês bem intenso e quase não parei porque a sala ficou abarrotada de tralhas.
Isso me permitiu reler os meus diários e as cartas que minha mãe escreveu quando eu estava no convento, encontrar a minha caixinha de bordado, rever fotos de viagens e de quando morei em outras cidades, relembrar coisas que aconteceram na minha infância e adolescência, ouvir CDs antigos de Sandy & Junior e KLB, foi uma verdadeira viagem no tempo. Quase não peguei o celular, fiquei vários dias offline e AMEI essa experiência!



Consegui deixar a casa mais organizada, mais limpa, li mais, andei de bicicleta, assisti filmes e séries que estava adiando, saí para fotografar, tive mais ideias para o blog, aprendi uma nova música no teclado, terminei um quadrinho bordado, comecei a pintar com giz pastel, e isso tudo me mostrou que quando saímos da internet e usamos o tempo para fazer coisas por nós mesmos, ele não “foge por entre os dedos”. Porque conseguimos transformá-lo em algo.
A timeline infinita nos faz perder a noção de tempo e quando percebemos lá se foram 2, 3 horas e isso não conseguimos recuperar. Às vezes ainda perco um tempinho assistindo memes ou vídeos engraçados, mas é bem menos do que antes. E aquela sensação de “o que fiz do meu tempo?” hoje é respondida pelos hobbies que aprendi desde janeiro e que agora me ocupam mais do que as redes sociais.
O intuito do post era ser leve e sugerir atividades para deixar o celular de lado, mas achei que essa reflexão combina com o tema. Espero que me entendam. E vocês, assim como aquele rapaz, já sentiram que o tempo está passando mais rápido? Quais hobbies na sua opinião ajudam a diminuir o uso do celular e a sensação de “tempo voando”?
Até o próximo post, beijos ♡
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