Pequenos Momentos que Tornam os Dias Mais Bonitos
Oi gente, como vocês estão? Aqui em Santa Catarina, como em muitos lugares, continua chovendo e fazendo frio. Olhando as fotos do ano passado percebi o quanto 2025 foi diferente, um inverno com dias azuis e ensolarados. Em julho e agosto foram poucas as vezes que consegui sair sem tomar um banho de chuva (risos).
Em dias assim fico mais introspectiva, tento silenciar a mente e escrevo um pouco no meu diário. Desde o ano passado venho sentindo como as redes sociais sugam a minha energia, então diminuí bastante o tempo de tela. Em alguns momentos tinha a sensação de que não conseguia assistir todos os vídeos que queria, ler todas as notícias e nem acompanhar os perfis que gosto, parecia que eu sempre estava atrasada e isso me trazia um cansaço mental.



Então uns meses atrás me afastei das redes sociais e fiquei offline. No início foi um pouco estranho porque estava acostumada com a enxurrada de informações, coisas piscando, e tudo tão rápido, que demorei a me adaptar ao silêncio e a tranquilidade. Aos poucos consegui deixar de lado aquela “urgência” de saber sobre tudo, a “obrigação” de postar todos os dias, e foquei em olhar para a minha vida, dar atenção aos meus sonhos e objetivos, e não mais interessada apenas no que a mídia mostra.
Isso me fez pensar sob uma outra perspectiva… quem eu sou de verdade quando não estou sendo influenciada pelas coisas que consumo? O que gosto de vestir, assistir, ler ou fazer sem a influência externa? É interessante praticar esse exercício de olhar para si mesmo e buscar respostas.



Pulseiras de miçangas
Num desses devaneios lembrei o quanto gostava de fazer pulseiras, aquelas simples com miçangas que encontramos em feirinhas de rua (tem uma no centro de Belo Horizonte, amei demais conhecer). Numa tarde de sábado arrumando as minhas coisas encontrei algumas pedrinhas e montei umas quatro pulseirinhas e arrumei outras que precisavam de ajuste. Algo simples mas que aos poucos me fez recordar o quanto é bom criar algo com as próprias mãos.


Quadrinho de chaveiros
Dias depois olhando a caixinha de lembranças de viagens tive a ideia de montar um quadro para a sala com alguns dos chaveiros das cidades que conheci. Enquanto tudo aquilo fica guardado, parece que vamos esquecendo as experiências que tivemos, mas pôr na parede, de um jeito criativo, mantém essas lembranças vivas e mais presente. Tem um chaveiro em especial, de quando morei no Mato Grosso do Sul, que é uma arara; gosto tanto dele. Foi no MS que vi uma delas solta na natureza pela primeira vez, lembro da sensação até hoje.


Imprimir fotos
Ainda sobre arrumar caixas antigas, folheei os álbuns de fotos (aprendi a gostar com a minha mãe). Durante um tempo usei muito a câmera analógica e revelava filmes com frequência. Assim como as lembranças de viagens fica tudo guardado, até que eu dedique um tempinho novamente para abrir uma por uma. Então tive outra ideia, transformar algumas dessas imagens em quadros para decorar a sala. E não é que ficou bonito? Agora sempre que olho os quadrinhos lembro de um desses momentos especiais, de uma viagem que foi tão marcante ♡



Novo lugar para as plantas
Aprendi a gostar de plantas com a minha mãe também (comentei no post anterior, se não me engano), lembro que na nossa casa lá no Paraná tinha uma samambaia próxima a porta. Os galhinhos sempre compridos e num tom de verde muito bonito. É uma imagem que fecho os olhos e consigo ver nitidamente. Outro fato curioso, minha mãe sempre ciumenta e cuidadosa com o jardim (risos). Às vezes sou meio exagerada e faço diversas mudas, quando menos percebo a casa virou uma pequena floresta haha Detalhe… preciso aprender a ter plantas diferentes!
Numa manhã depois de colocar as caixas de volta no armário abri um espaço na lavanderia perto da janela para deixar algumas dessas plantinhas. Em dias de sol ele entra pela janela e ilumina todas elas, é um daqueles momentos que a gente senta e fica prestando atenção em como os raios refletem em cada folhinha. Poderia ficar ali por horas sentindo o calorzinho da manhã, é uma sensação tão gostosa. Quando tem florzinhas, fica ainda mais bonito ♡



Fotografando uma cerejeira
Outro dia fui andar de bicicleta e começou a chover na ida, como gosto MUITO, decidi continuar. A chuva diminuiu e ficou só uma garoa, isso me deixou bem animada. Visitei a igreja, fotografei, e na volta passei num lugar onde tem uma pequena cerejeira. Estava chovendo mais forte, mesmo assim quis ficar ali observando o jeito como o vento balançava os galhos, as últimas florzinhas colorindo o chão, e as gotinhas de chuva nas folhas. É curioso como às vezes não conseguimos transmitir todos esses sentimentos numa imagem, mas era exatamente assim que eu me sentia. Seria interessante se a câmera conseguisse registrar emoções mais profundas.



Desenhos em nuvens
Mesmo chovendo depois, alguns dias amanheceram ensolarados e o céu cheio de nuvens em forma de pipoquinhas brancas e amarelas. Desde criança aprendi com a minha mãe a buscar formatos olhando para elas. O focinho de um cachorro, um urso, um navio, um sapato… é um exercício divertido para soltar a criatividade. Na semana passada olhando distraída, vi algumas nuvens em formato de ondas do mar, achei aquilo tão incrível. Uma pena que logo veio um ventinho e desmanchou tudo, mas deixou o meu coração quentinho por recordar a minha infância.



Pracinha do centro
No centro da cidade tinha uma agência dos correios que foi demolida, passou bastante tempo e revitalizaram o lugar. Hoje tem um parquinho, mesas e banquinhos, uma “casinha” para deixar livros, e um gazebo com flores roxinhas e brancas (o que mais gosto no lugar). Durante o dia o sol atravessa os galhos e faz desenhos no chão e em tudo ao redor. À noite as lâmpadas dão um toque todo especial. Mas quando chove é que o lugar fica simplesmente encantador, principalmente se você observar as gotinhas de chuva nas flores. Engraçado que somente agora escrevendo é que percebi quantas vezes já fui nesse lugar e como AMO observar esses detalhes.



Acredito que são pequenos momentos como esses que tornam os nossos dias mais bonitos, coloridos de um jeito especial, e nos faz ter mais contato com quem somos de verdade longe das redes sociais. Vivenciar tudo isso está mudando a maneira como enxergo a minha vida e quem quero ser na internet. É bom me encontrar com versões de mim mesma que tinha esquecido ou deixado de lado por causa da vida adulta e da pressão das redes sociais.
Quando deixamos de lado aquela urgência e necessidade de saber sobre todas as coisas, parece que a mente começa a descansar e perceber o que é realmente importante. É mais ou menos como ter um guarda-roupa com 70 pares de tênis, eles são bonitos, combinam com vários looks, mas com o tempo você percebe qual são os favoritos e acaba usando somente eles. Poderíamos fazer o mesmo em relação ao que consumimos na internet e o quanto disso nos influencia diariamente. O que fazemos de verdade com tudo aquilo que assistimos, lemos, ouvimos e salvamos?
E você, já se sentiu assim em relação a velocidade das redes sociais ou à quantidade de informações que chegam pra nós todos os dias? Consegue ficar um tempo offline e desconectar de tudo?
Até o próximo post, beijos ♡
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