Bethânia e a Fera
10 de janeiro de 2022

Hey, tudo bem com vocês? Quem ama uma edição diferente? Se você disse sim então precisa conhecer Bethânia e a Fera! Livro de Jack Meggitt-Phillips publicado pela Editora Seguinte e que chegou por aqui na semana passada.

O livro já chama atenção pela capa. Temos a impressão de que um monstro está engolindo uma criança. Além disso, o corte é colorido. Um verde que chama atenção de longe. E as ilustrações? Merecem um elogio à parte. Quer saber mais sobre as aventuras de Bethânia? Vem comigo 🙂

Bethânia e a Fera

Ebenézer Pinça é um jovem de 511 anos que mora numa mansão de 15 andares! Você não leu errado. Cada andar tem um propósito diferente. Já no sótão, por trás das cortinas de veludo, vive uma criatura assustadora. Uma bolota gigante com três olhos, duas línguas e cheiro de repolho estragado.

Ebenézer e a fera têm um acordo. Enquanto a bolota receber alimentos, Ebenézer recebe uma poção mágica que o faz ser jovem para sempre. No entanto, as exigências da fera estão cada vez mais descabidas. Cadeiras, gatinhos, pássaros raros, ursos, tudo o que você imaginar a fera já comeu.

Mas agora, nas vésperas do aniversário de 512 anos de Ebenézer, a fera quer algo ainda mais suculento. Diferente. Nunca antes experimentado. A fera quer uma C-R-I-A-N-Ç-A! Bizarro não? Desesperado pela poção Ebenézer começa a procurar uma criança apetitosa. O primeiro lugar que visita é o zoológico da cidade porém não dá muito certo porque aquelas crianças têm pais que as protegem. Logo ele é impedido de voltar aquele lugar.

Conversando com o passarinheiro ele recebe uma dica: o orfanato da cidade. Ebenézer não pensa duas vezes. É preciso correr contra o tempo se quiser manter sua juventude. No orfanato há muitas crianças. Detalhe: não há pais que cuidem delas. Lugar perfeito para escolher uma criança mal-educada e encrenqueira.

Bethânia e a Fera
Ebenézer vai ao orfanato pela primeira vez

No entanto, ao chegar lá, Ebenézer percebe que as crianças são mais boazinhas do que imaginava e não tem coragem de escolher nenhuma delas. Até que… vê Bethânia aos tapas com Jorge. A srta. Esquentada diz que a menina já foi adotada muitas vezes mas as famílias a devolvem porque ela é T-E-R-R-Í-V-E-L! Para a alegria de Ebenézer porque é exatamente isso que ele procura.

Bethânia é “adotada”. Ebenézer assina os papéis. Agora é só apresentar a menina mal-criada à fera e tudo estará resolvido. Terá sua juventude de volta. Porém, a menina é muito mais encrenqueira do que ele imaginou. E ao conhecer a fera ele diz que Bethânia está muito magrinha e precisa engordar. Então Ebenézer tem 3 dias para deixar a menina gordinha e apetitosa.

O que poderia dar errado em apenas três dias? Era só seguir o plano e sábado estaria tudo terminado. Ebenézer só não contava que Bethânia não era uma criança como as outras e vai virar a mandão de pernas para o ar. Será que ele conseguirá engordar a menina? Será Bethânia devorada pela fera?

Minhas impressões

Quando a Companhia das Letras divulgou esse lançamento fiquei bem curiosa. Apesar de ver o livro pela internet não imaginava que a edição estava tão linda. Foi uma surpresa tê-lo em mãos. Se você, assim como eu, presta atenção aos mínimos detalhes vai se encantar com esse livro.

Com pouco mais de 240 páginas foi uma leitura relativamente rápida. Terminei em 2/3 dias. Do meio para o final que a história ficou mais dinâmica e eu curiosa para saber o desfecho li sem parar (risos).

A escrita do autor é leve, fluida e traz algumas reflexões no decorrer da história. Uma fantasia que aborda amizade, confiança, perdão, amadurecimento e mudança.

Somos fruto do meio em que vivemos? É uma das reflexões mais importantes trazidas pelo autor.

Me fez recordar a série Daredevil. Tanto Matt Murdock quanto Wilson Fisk enfrentaram adversidades na infância. No entanto, um encontrou forças para se tornar herói e salvar a cidade enquanto o outro tentou sufocar o passado, esquecer tudo o que aconteceu e se tornou uma pessoa má.

Bethânia e a Fera
Somos ou não fruto de onde crescemos?

Mesmo filhos criados de maneira igual pelos pais na maioria das vezes são completamente diferentes uns dos outros. Aqui em casa somos em três meninas e quase não temos nada em comum. Nem mesmo a aparência. Enquanto minha irmã sempre quis se casar e ter filhos eu sempre amei arrumar as malas e viajar. Já minha outra irmã adora festas, fazer amigos e beber. Engraçado que tivemos a mesma criação. Entendem?

Quando somos transportados ao orfanato conhecemos Bethânia e Jorge. Duas crianças completamente diferentes. Enquanto Jorge é educado, pede licença para falar, bate na porta, sabe se comportar, Bethânia é o completo oposto. Ambos perderam os pais e por infelicidade do destino foram parar no orfanato. Mas Bethânia por algum motivo ainda não consegue lidar com a perda.

Ao ser adotada tem um mundo novo pela frente mas Bethânia, num primeiro momento, não parece estar disposta a aceitar as mudanças e experimentar as coisas boas que vem com o desconhecido. É interessante acompanhar sua evolução página após página. À primeira vista pode não parecer mas é uma leitura rica em aprendizados.

Informações sobre Bethânia e a Fera

Título: Bethânia e a Fera
Autora: Jack Meggitt-Phillips
Editora: Seguinte
Ano: 2020
Páginas: 256
Classificação: ★★★
Disponível na Amazon

Quem concorda que a edição é linda? Tem curiosidade em conhecer Bethânia e mergulhar de cabeça em suas aventuras? Já leu algum livro da Editora Seguinte ou da Companhia das Letras? Deixe um comentário antes de ir 🙂

Até a próxima, Érika ♡

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Post escrito por Erika Monteiro

Descobri desde cedo quão incrível é o universo dos filmes, séries, livros e todo esse mundinho geek. Criei esse espaço para compartilhar experiências e trocar ideias.

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  1. Luma Vieira

    20 de janeiro de 2022

    Parece ter gostado muito da vibe deste livro hein, gostei da fotografia da ilustração ainda mais por ser em preto e branco. E ficou bem interessante “um jovem de 511 anos” meio milenio gente haja colageno rs brincadeira! Super curti a sua vibe ao resenhar o livro.

  2. Maria Luíza Lelis

    19 de janeiro de 2022

    Oi, tudo bem?
    Eu confesso que não conhecia esse livro, mas pelas fotos do post deu para ver que está muito caprichada mesmo. Eu sempre reparo muito nos detalhes das edições e fico muito feliz quando é um trabalho feito com tanto cuidado assim. Não é um estilo de leitura que me atraia muito, mas gostei das reflexões que o livro trouxe e isso me deixa mais curiosa para conferir.
    Amei sua resenha e vou anotar a indicação para dar uma chance futuramente.
    Beijos

  3. CRIS

    19 de janeiro de 2022

    Oi Érika!
    Achei interessante a trama, fiquei curiosa em saber se o monstro comeu a garota ou o Ebenézer se arrependeu do propósito dele, porque ter a morte de uma criança, talvez seja demais para ele. Adorei sua resenha realmente me intrigou, obrigado pela dica, parabéns pela resenha, bjs!

  4. Paula Marcondes

    19 de janeiro de 2022

    Oi Erika!
    Mais uma vez trazendo uma resenha supimpa pra nós leitores do seu blog. Gostei das reflexões impostas pelo autor. Me pareceu uma leitura que eu gostaria de fazer.

  5. cila

    19 de janeiro de 2022

    Oi Erika, tudo bem?
    Acho essa pergunta muito interessante, se o meio influencia. Acredito que sim, mas também entendo que existe algo nato dentro de cada um que é independente do meio. Essa capa está muito legal e pelas ilustrações que você trouxe, a edição está um arraso. Acho que irei me encantar com essa história, ainda não conhecia, mas já anotei a dica. Sua resenha ficou ótima!
    beijinhos.
    cila.

  6. Minda

    18 de janeiro de 2022

    Nesse momento curiosidade é meu nome, gosto de aventuras, já anotei aqui, vou ver se encontro aqui na minha cidade! Valeu pela indicação!

  7. Joana D’arc

    17 de janeiro de 2022

    Oi! Eu adorei a sugestão 🙂 parece ser bem interessante, também gostei da capa. Ainda não li nada da autora…

  8. Delmara Silva

    13 de janeiro de 2022

    Olá Erika,
    este é um dos livros que estou lendo no momento. O início conseguiu me chocar um pouco, jamais imaginei aquele triste fim para o pobre papagaio. Ainda estou achando Bethânia uma pestinha de marca maior e muito mal educada, mas saber mesmo que um pouquinho da sua história me deixou sensibilizada ao ponto de esperar sua evolução antes de formar uma opinião definitiva. Concordo com o que você diz, e acredito que o meio pode sim influenciar em quem somos, mas de forma alguma é fator determinante. Aqui também somos em três irmãos, um rapaz e duas moças, mas apesar de termos tido a mesma criação e no mesmo ambiente, somos completamente diferentes um do outro.

    Abraços!

  9. Lucimar da Silva Moreira

    13 de janeiro de 2022

    Concordo sim a edição está linda demais, tudo perfeito, é uma história bastante agradável, com certeza fiquei muito curiosa pra conhecer mais a Bethania, ainda não tive a oportunidade de ler livros da editora, bjs.